George Hato revela acordo entre nikkeis contra o aumento salarial e explica abstenção

Hato não participou da votação (Foto: Divulgação)

No último dia de trabalho do ano de 2016, a to-que de caixa, os vereadores de São Paulo aprovaram um aumento de 26% do próprio salário. Por 30 votos a favor e 11 contra, além de 14 abstenções, os políticos da Câmara Municipal de São Paulo passarão a ganhar a partir de janeiro de 2017, R$ 18.991,68, R$ 3.959, 92 a mais por mês em comparação ao salário atual (R$ 15.031,76).

A “bancada nikkei”, composta por Aurélio No-mura (PSDB), Masataka Ota (PSB) e George Hato (PMDB), posicionou-se contra, mas com uma abstenção. “Nós da bancada nipo-brasileira tivemos uma conversa e acertamos que os três votariam contra o aumento. Infelizmente, tive que fazer um atendimento médico no meu gabinete e não deu tempo de registrar meu voto, já que foi tudo muito rápido”, explicou George Hato ao São Paulo Shimbun sobre a sua abstenção.

Em recente visita ao jornal, porém, ele havia afirmado ser a favor do aumento, “de acordo com a inflação”, até pelo congelamento salarial desde o início do mandato. “Eu apoio o aumento de salário não só para os vereadores, mas para toda a população. Porém, mesmo considerando que seria justo, já que nós vereadores não temos mudanças salariais há quatro anos e também não temos 13º salário, creio que esse não seria o momento correto”, contra-balançou.

Já para o vereador Aurélio Nomura essa é a hora de uma colaboração de todos para o País sair da atual situação, por isso votou contra o aumento. “Apesar do aumento se tratar de uma adequação em relação aos salários dos deputados estaduais (o vereador só pode ganhar até 75% do salário do parlamentar da Assembleia, que hoje é R$ 25.322,25), considero que nesse momento é total-mente inoportuno diante dessa crise sem precedentes, com mais de dois milhões de desempregados somente no Estado de São Paulo. Chegou o momento de todos contribuírem para afastar essa crise. Alguns alegam que serão gastos somente mais R$ 3 milhões com o aumento, mas é uma quantia que poderia ser investida em outro lugar, ainda mais com a queda de arrecadação”, disse ele.

Para o vereador Ota, a sua posição negativa ao aumento do salário vai de encontro com o desejo do prefeito eleito João Dória. “Entendo que devemos dar exemplo num momento em que o País está com 12 milhões de desempregados, em uma profunda recessão. Outro ponto é o fato de o prefeito João Dória ter solicitado colaboração no sentido de que qualquer tipo de aumento nos poderes fosse somente discutido a partir de 2018 e se a conjuntura econômica melhorar”, afirmou ele, por meio de nota oficial.

Continua…(impresso)

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