Gigante japonesa é multada por agrotóxico

O Ministério Público do Estado da Bahia confirmou que o grupo agrícola japonês Xingu levou uma multa de R$ 169 mil por armazenamento de agrotóxicos, na Fazenda Tabuleiro 5, em São Desidério, sem registro na Agência de Defesa Agropecuária da Bahia.

O órgão alegou ainda que também foram inter-ditados aproximadamente 1mil litros de benzoato de emamecina, “produto de uso controlado que não podia ser utilizado na propriedade”. O produto comercializado pela Syngenta foi liberado no ano passado, mas com restrições, isso porque, causaria da-nos elevados ao sistema nervoso.

As informações, divulgadas agora, são um balanço de ações realizadas em abril pela Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), uma força-tarefa coordena-da pelo MP em parceria com o Comitê da Bacia do Rio São Francisco, desta vez em 11 municípios do Oeste baiano. Na fazenda da Agrícola Xingu foram interditados 128 quilos de agrotóxicos, segundo o Ministério Público, “e apreendidos 20 litros de produtos com suspeita de importação ilegal”.

A Agrícola Xingu teve uma receita de R$ 236,4 milhões em 2016. A empresa planta soja, milho e algodão em nove fazendas na Bahia, em Minas Gerais e Mato Grosso, em um to-tal de 48 mil hectares. A meta para os próximos cinco anos é chegar a 100 mil hectares. A empresa, que pertence ao grupo Mitsui & Co, está em 66 países. Em 2017, teve uma receita de US$ 39,7 bilhões.

Entre as mais de 30 instituições que participam da Fiscalização Preventiva Integrada estão a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Trabalho, as Polícias Civil e Militar, além da Fundação Nacional do Índio (Funai).

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