Paranaenses têm preocupação com a segurança e a saúde do príncipe Akishino
A oficialização da visita ao Brasil do príncipe Akishino e da princesa Kiko, a partir do dia 28 de outubro, em virtude das comemorações pelos 120 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão, trouxe, além da alegria, uma grande preocupação para a comunidade nikkei das dez cidades brasileiras que receberão o casal imperial.
Para que tudo corra bem e nada atrapalhe a curta temporada no País, que contará com paradas em São Paulo, Curitiba, Londrina, Rolândia, Maringá, Campo Grande, Miranda, Belém, Brasília e Rio de Janeiro, questões de segurança e até preocupações aparentemente simples, como possíveis mordidas de insetos, estão sendo levadas em consideração pelos responsáveis pela recepção.
Em Rolândia, no Norte do Paraná, que recebe o príncipe no dia 31, os preparativos estão sendo feitos há cerca de dois meses e incluíram uma série de reuniões entre os diretores da Associação Cultural e Esportiva local e comitivas compostas por membros do Consulado japonês no Paraná, da Polícia Federal, Polícia Militar, Prefeitura e da Aliança Cultural Brasil-Japão do Paraná.
Sobre os detalhes, nem os insetos foram esquecidos. Entre os responsáveis, a preocupação é grande com os chamados “borrachudos” que costumam rondar o parque, devido ao local ficar afastado do centro e contar com um riacho próximo.
Cientes do possível incômodo, os responsáveis já avisaram as autoridades japonesas, além de jornalistas, sobre a necessidade de repelente. A boa notícia é que, no início do ano, a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, em parceria com produtores de Rolândia, fizeram a aplicação de 40 litros de larvicida biológico Bacillus Thuringiensis Israelensis para controle dos borrachudos no município. Ao todo, 300 pontos entre rios e nascentes nas bacias do Ribeirão Vermelho, Ribeirão do Cafezal e Ribeirão Bandeirante receberam o produto.
Continua… (no impresso)