‘Virado Paulista’ é patrimônio imaterial

Um prato típico paulistano servido às segundas-feiras acaba de ser reconhecido como Patrimônio Imaterial do Estado de São Paulo.

O tradicional Virado à Paulista, originalmente feito com feijão engrossado por farinha de milho ou de mandioca e toucinho de porco, foi classificado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Governo do Estado de São Paulo) para preservar a tradição e fortalecer sua importância para a história do Estado.

O Virado à Paulista data do século 17, época do Brasil Colônia. Bandeirantes em expedições tinham que ter uma alimentação rápida, fácil e que sustentasse. Foi então que decidiram misturar feijão, farinha de milho, carne seca e toucinho, que estavam todos “revirados” com o chacoalhar das andanças. Com o passar do tempo, a receita foi ganhando novos ingredientes como arroz, bisteca, torresmo, couve, ovo frito, banana e linguiça.

De acordo com o parecer técnico da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico que pautou a decisão do Condephaat, “o registro do Virado Paulista pode ampliar a visibilidade de uma característica marcante na história de São Paulo: a integração de culturas de diversas procedências, ainda que historicamente marcada por confrontos, dominações e resistências. Este prato expressa em sua composição uma demonstração da diversidade cultural característica de São Paulo”.

As justificativas do Condephaat para o reconhecimento do Virado giram em torno de sua importância nas viagens de expansão do território brasileiro. O prato agrega séculos de encontros de culturas, de tradições, de conhecimento e de prazer sensorial.

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