Usiminas vai à Justiça contra indicado por japoneses

A Usiminas ajuizou uma ação judicial contra o ex-presidente da siderúrgica Rômel Erwin de Souza, que foi indicado pelos japoneses da Nippon Steel, que faz parte do grupo de controle da companhia. A oficialização do pedido impede que o executivo exerça cargos de administração na empresa. A Nippon não quis se pronunciar.

A decisão de acionar a Justiça foi motivada pelo fato de Erwin ter assinado, sozinho e sem consultar a diretoria, o Conselho de Administração ou o departamento jurídico, um memorando com a japonesa Sumitomo. Devido à assinatura, ele foi destituído da presidência da siderúrgica em março deste ano por decisão do Conselho. Sérgio Leite, que tem o aval dos ítalo-argentinos da Ternium, também controladora, assumiu o cargo.

A briga entre os sócios da Usiminas se arrasta desde 2014. Na época, o então presidente Julián Eguren, indicado pela Ternium, foi afastado por “divergência” nos números da Usiminas. Para que a empresa não ficasse sem comando, os minoritários apoiaram a Nippon Steel para a entrada de Erwin. Não houve consenso, contrariando o acordo de acionistas da Usiminas e iniciando a disputa.

Enquanto a briga segue, a Usiminas aguarda decisão dos bancos japoneses, liderados pelo Japan Bank for Internacional Coorperation (Jbic), sobre a renegociação dos títulos internacionais que vencem em 2018 e representam 8% da dívida da companhia, de R$ 6,3 bilhões. Se os bancos não aceitarem a proposta de pagamento antecipado, será necessário quitar o débito de imediato. Como a companhia não tem caixa, a negativa acabaria com os planos de recuperação e o conglomerado ficaria em uma situação extremamente difícil.

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