Pesquisadores investigam vírus entre imigrantes japoneses moradores de São Paulo

Exames de sangue foram feitos no ano passado (Foto: Divulgação)

Pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e a Associação Okinawa Kenjin do Brasil, estão realizando uma investigação sobre o vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV), entre os descendentes de Okinawa que moram em São Paulo, estado com a maior população da ilha japonesa.

O objetivo é conscientizar a comunidade a respeito do vírus, por meio do estudo científico, além de diminuir o índice de novas infecções nas futuras gerações. De acordo com a pesquisadora responsável, Larissa Melo Bandeira, essa parcela dos imigrantes japoneses é considerada mais vulnerável que as outras devido à sua procedência da sudoeste do Japão, que engloba as ilhas de Shikoku, Kyushu e Okinawa, região endêmica no Japão onde a prevalência do vírus pode variar entre 14% e 31%. “Como não há tratamento específico contra o vírus, a melhor forma para combatê-lo é evitar a transmissão para outras pessoas”, afirma ela.

O HTLV é tido como um “primo” do HIV. Silencioso por, na grande maioria dos casos, não provocar sintomas, ele ataca a célula T humana, um tipo de linfócito importante para o sistema de defesa do organismo, o que pode causar alterações neurológicas (paralisia nos membros inferiores), no sistema imunológico (leucemia-linfoma) e alterações urológicas, na pele, nos olhos e nas articulações.

“O HTLV é transmitido principalmente pela ama-mentação, por isso deve ser recomendado o uso de fórmulas lácteas para alimentar os filhos de mulheres portadoras do vírus. Também ocorre transmissão por relação sexual, razão pela qual é recomendado o uso de preservativos”, revela a especialista, lembrando que, devido a atual realização de sorologia para infecção pelo HTLV, a transmissão por transfusão de sangue praticamente não ocorre mais, mas que pode haver contágio pelo compartilha-mento de objetos pérfuro-cortantes contaminados.

Continua…(Impresso)

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