Parque do Japão em Maringá sofre crise financeira e comunidade nikkei cobra solução

Vista do parque que homenageia o Japão, no Paraná (Foto: Divulgação)

Inaugurado em 2004 com a promessa de ser autossustentável, dura-douro e com o objetivo claro de preservar e disseminar a cultura nipônica no Brasil, o complexo cultural, gastronômico, esportivo e turístico Parque do Japão – Memorial IMIN 100, em Maringá, sofre hoje, 13 anos depois, uma das suas maiores crises financeiras.

Comandado desde o início por uma Organização da Sociedade Civil de Interesse público (Oscip), formada por uma série de empresários – que venceu uma licitação e assumiu o local por 30 anos -, o Parque sofre para se manter e os responsáveis argumentam que o dinheiro repassado pela prefeitura local é insuficiente. Pelo contrato, o município era obrigado a repassar mensalmente, nos primeiros dois anos, R$ 44 mil; R$ 40 mil no terceiro e quarto anos; e R$ 36 mil nos demais, em um contrato total de R$ 13,2 milhões. Porém, segundo o presidente do Parque, o empresário e pecuarista João Noma, seria necessário mais que o dobro desse valor para cobrir os custos.

“A Oscip é responsável por toda a segurança do Parque, onde hoje mantemos cinco pessoas nessa função, além de toda a manutenção e também contas como água, luz e telefone. Ainda temos dez funcioná-rios cuidando das edificações e do desenho paisagístico, para preservar as características da cultura japonesa. Ao mesmo tempo, por contrato, temos uma série de restrições, sendo a principal delas que não podemos cobrar ingresso. Assim, a conta não fecha. Atualmente, nosso custo mensal chega a R$ 80 mil. Por conta disso, os empresários e a comunidade têm que tirar do próprio bolso. Acho essa situação vergonhosa e isso precisa ser revisto com urgência”, afirma ele

Continua…(impresso)

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