Minas Gerais terá ajuda japonesa para recuperar a cidade de Mariana

Tragédia matou 15 pessoas até agora (Foto: Divulgação)

O estado de Minas Gerais irá se espelhar, a partir de janeiro, na experiência de enfrentamento de catástrofes e tragédias do Japão, para tentar superar a tragédia da cidade de Ma-riana e recuperar os danos ambientais e sociais causados pelo rompimento de duas barragens, no mês de novembro. O desastre ambiental foi considerado o pior da história do país pelo Governo Federal.

No início de 2016, bombeiros mineiros receberão treinamento por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a exemplo da troca de experiências que já acontece no Estado com a polícia comunitária, espelhada no modelo japonês Koban que foi adotado no Estado há cerca de cinco anos.

“Vamos aplicar a mesma experiência que tivemos com a Polícia Militar de Minas Gerais aos moldes do Koban, com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, até mesmo para atuar neste caso específico de Mariana. Dois militares do Corpo de Bombeiros já foram treinados no Japão e atuaram fortemente na tragédia”, explica o cônsul Geral Honorário do Japão em Belo Horizonte, Wilson Nélio Brumer.

Apesar das muitas tragédias naturais que o Japão enfrenta, o país tem um exemplo recente de como se recuperar de graves danos. O terremoto seguido de um tsunami que de-vastou a costa nordeste daquele país em 2011 deixando milhares de mortos e desaparecidos, além de prejuízos que chegaram a US$ 200 bilhões. Porém, menos de um ano depois da catástrofe, o Japão já voltava à rotina.

Além do treinamento, um professor da universidade do Japão e especialista em recuperação ambiental virá ao Brasil no primeiro mês do ano que vem para fazer uma avaliação mais profunda do ocorrido.  “Ele vai observar o que pode ser feito e como a experiência do Japão pode ajudar. Certamente os japoneses são muito ágeis nestes processos porque es-tão acostumados a lidar com tragédias. Após a vinda deste especialista, temos a convicção que o governo japonês estará aberto a ouvir das autoridades brasileiras as demandas que podem vir desta troca de experiências”, revela.

A previsão das autoridades brasileiras é que troca de experiências renda soluções para a recuperação do rio Doce; reconstrução dos distritos destruídos; contenção das barragens; e uma tecnologia específica para amenizar os danos provocados na agricultura. Isso porque está sendo estudado, além da experiência e do apoio da Jica, um suporte em forma de tecnologia.

A tragédia no interior de Minas Gerais teve início após duas barragens da mineradora Samarco se romperam. Nessas barragens havia lama, rejeitos sólidos e água, detritos esses resultado da mineração na região. A onda de lama destruiu vilarejos da cidade histórica de Mariana e só no distrito de Bento Rodrigues deixou mais de 600 desabrigados. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, já foram confirmadas 15 mortes e quatro pessoas seguem desaparecidas, sendo três funcionários de empresas prestadoras de serviço para a Samarco, e um morador do subdistrito de Bento Rodrigues.

Continua…(impresso)

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