Meninos têm acesso a vacina contra HPV

Meninos com idades entre 12 e 13 anos passam a ser o público-alvo da vacina contra o HPV, cuja transmissão não é só pelo contato sexual, mas sim pele com pele. Nesta semana, os postos de saúde começaram a aplicar a vacina, apesar da pouca divulgação.

A exemplo das meninas, os meninos devem ser vacinados por prevenção aos cânceres de pênis, garganta e ânus.
A expectativa é que mais de 3,6 milhões de meninos sejam vacinados neste ano. E até 2020, a faixa-etária deverá ser ampliada de 9 a 13 anos.

No grupo feminino, desde o início da vacinação do HPV, em 2014, 5,7 milhões de meninas foram imunizadas.
Para as meninas, a vacinação protege contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal, anal e boca.

A aplicação da vacina, tanto para menina como agora para o menino, é de duas doses, com seis meses de intervalo entre uma e outra. Para quem só tomou uma dose deve receber a segunda, mesmo se já tenha passado o período determinado. E para quem chegou aos 14 anos sem ter se vacinado, devem ir até ao posto de saúde para a imunização.

Atualmente, a vacina HPV para meninos é utilizada como estratégia de saúde pública em seis países (Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá). A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus.

A vacina disponibilizada no SUS (Sistema Único de Saúde), ao custo de R$ 288,4 milhões, confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV, com 98% de eficácia. Hoje a vacina é importada, mas o Instituto Butantan já a desenvolve.

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