Masp devolve obras de coleção asiática doada por diplomata que serviu no Japão

Masp devolveu 2.325 peças nunca expostas (Foto: Divulgação)

O Museu de Arte de São Paulo (Masp), conhecido por seu bilionário acervo de grandes mestres europeus, definitivamente não terá aquela que estava sendo considerada a mais valiosa coleção asiática do Brasil e que criaria a primeira ala permanente daquele continente em um museu da América Latina.

Após três anos de negociações, o Masp decidiu devolver – sem ter nunca exposto ao público -, nada menos que 2.325 peças da coleção de arte asiática doada ao museu pelo diplomata Fausto Godoy, que ingressou na carreira em 1976 e serviu em 11 postos na Ásia, ao longo de 16 anos, incluindo duas vezes em Tóquio. Entre as peças, há mangás históricos japoneses, passando por gravuras Ukiyo-e do século 19, peças de mobiliário, objetos de porcelana e até um Buda do século 16 em tamanho natural, que já teve um semelhante leiloado por R$ 17 milhões.

Procurado pelo São Paulo Shimbun, o Masp confirmou a devolução das obras. “O Museu de Arte de São Paulo e o embaixador Fausto Martha Godoy, proprietário da Coleção de Arte e Etnologia Asiáticas, comunicam que, de comum acordo, rescindiram o Contrato de Comodato da coleção ao museu e o embaixador Godoy revogou o testamento de doação”, explicou a direção do Museu, por meio de nota oficial.

A devolução coloca fim a um problema iniciado em 2014, quando a nova diretoria do Masp, liderada por Heitor Martins, adotou alguns procedimentos para anular o contrato firmado com Godoy, ainda em 2011, e que era considera-do abusivo pela nova gestão. Isso porque, o acordo dava ao diplomata o cargo de curador de sua coleção e garantia que ela fosse exposta num ponto privilegiado do museu, entre outras medidas, como ele ser remunerado pelo cargo e ter uma sala no museu.

Continua… (impresso)

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