Deputado estadual nikkei e candidatos não eleitos também estão na lista da JBS

Pedro Kaka assumiu como deputado em janeiro (Foto: Marco Cardelino)

A lista de políticos que teriam sido beneficiados com dinheiro da JBS vai além do alto escalão, do Executivo.
Maior doadora individual das eleições de 2014, a empresa contribuiu de forma oficial para a campanha de uma série de políticos, entre eles, muitos nikkeis.
Além dos deputados federais Walter Ihoshi (PSD), Keiko Ota (PSB) e Luiz Nishimori, nomes divulgados ontem pelo São Paulo Shimbun – e que negaram qualquer irregularidade nas doações, apontando tratar-se de quantias vindas do partido e que foram contabilizadas e registradas conforme a Lei -, outros representantes da comunidade nipo-brasileira receberam apoio financeiro, mas, desta vez, para a candidatura a Assembleia Legislativa de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.
De acordo com um levantamento feito pela reportagem, outros seis nomes de nikkeis aparecem em uma lista entregue pela empresa à Procuradoria-Geral da República. Entre os citados está o deputado estadual de São Paulo Pedro Massami Kikudome, conhecido como Pedro Kaká (PTN), que assumiu o mandato no início deste ano, após uma dança de cadeiras na política. Ele entrou no lugar do titular Igor Soares, eleito prefeito de Itapevi.
Segundo os documentos apresentados pelos delatores da JBS, o nikkei recebeu R$ 100 mil para as eleições de 2014, pleito que ele conseguiu a suplência ao obter 32.971 votos.
Ao São Paulo Shimbun, Pedro Kaká alegou que não sabia da existência do nome na lista.
Os outros nikkeis na lista são: Rubens Shozi Nakano, que obteve 6.486 votos e não foi eleito em São Paulo. Ele teria recebido R$ 4.158,00 da JBS;  Anne Hanae Matsumoto, que recebeu uma doação de R$ 2.060,00 e atingiu 4.266 votos; Rodrigo Kenji Ashiuchi com o mesmo valor e que não foi eleito, com 23.083 votos; e  Satico Sato, que aparece como beneficiária de R$ 40,00. Não eleita, teve 903 votos.
Fora de São Paulo, a empresa também fez doação para o candidato Israel Massato Yamaguchi, que tentou vaga na Assembleia do Mato Grosso do Sul. Consta que ele teria recebido R$ 5 mil.

Continua… (no impresso)

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