Produtores de ovos e carne nobre japonesa sofrem com a greve dos caminhoneiros

Monte Fuji feito de ovos, em Bastos (Foto: Divulgação)

A greve dos caminhoneiros vem perdendo força por todo o País, mas o prejuízo segue crescendo. Em Bastos, os produtores de ovos, que respondem por 25% de todo produto consumido no Brasil e 60% no Estado de São Paulo, chegaram ao ponto de distribuir galinhas para a população local, com o intuito de evitar que os aves morressem pela falta de ração.

As aves foram colocadas em caminhões, que ficaram estacionados no Centro da cidade, à espera de moradores que chegavam para pegá-las vivas. O setor, que agrega mais de 60 granjeiros na cidade, estima que 30 milhões de aves dependem do alimento que vem dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. A estimativa é que por volta de 500 caminhões que atendem a região chegaram a ficar parados nos bloqueios.

“A alimentação da galinha, basicamente, é com-posta por 65% de milho e 35% farelo de soja e vita-minas, mas não estava chegando nada, já que a maioria do alimento vem de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, e estava tudo parado na estrada. Com isso, alguns produtores fizeram essa distribuição, que acredito que deve ter chegado a cerca de duas mil galinhas”, revela Takaharu Ebisawa, que é produtor e também presidente da Associação Cultural e Esportiva Nikkey de Bastos.

Mas as dificuldades não pararam por aí. Com problemas também no escoa-mento da produção, desde o início da greve, muitos produtores viram os ovos estragarem nas estradas e também nos galpões, que ficaram lotados de caixas com bandejas de ovos. ”A produção é diária. Produz e no outro dia já vai para o transporte. Com a greve, muitos ovos ficaram para-dos e, obviamente, a qualidade cai muito”, disse

Continua…(Impresso)

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