Prefeito chama a atenção para a lentidão da organização dos 110 anos da imigração

Dória (centro) reclamou da falta de planejamento (Foto: São Paulo Shimbun)

O clima de harmonia das últimas três reuniões entre os membros da Comissão para a Comemoração dos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil e a Prefeitura de São Paulo foi quebrado ontem, diante da morosidade, na visão do prefeito João Dória, apresentada pelos responsáveis pelos festejos.

Ao questionar se algum dos membros da Comissão poderia fazer uma apresentação da programação do principal evento previsto para as celebrações e não obter uma resposta positiva, o prefeito criticou a postura. “Como vocês vêm para uma reunião com o prefeito de São Paulo e não estão preparados? Está faltando disciplina e planejamento. Nem parecem japoneses”, afirmou Dória.

Diante da crítica, Carlos Kendi Fukuhara falou sobre o que está previsto e a expectativa de receber cerca de 200 mil pessoas, sendo 100 mil somente no dia 21 de julho, quando estará presente a princesa japonesa Mako. Sobre a presença da autoridade japonesa, Dória alegou que pretende, no dia da visita dela, trocar todas as bandeiras brasileiras hasteadas pela capital paulista pela bandeira do Japão, porém disse que ainda verá se há complicações legais para isso.

Durante a reunião também ficou claro que dificilmente alguns projetos sairão do papel, principalmente a respeito da reforma no bairro da Liberdade. Em sua introdução, Dória deixou claro que não haverá investimento público por par-te da Prefeitura e questionou o Consulado do Japão sobre uma possível ajuda do governo japonês. Recebeu, porém, uma negativa direta da consulesa-geral adjunta Hitomi Sekiguchi, que representou o cônsul-geral Yasushi Noguchi. “Se a própria Prefeitura não pode, o governo do Japão também está impossibilitado de fazer investimentos financeiros. Obviamente, o Japão considera muito a relação com o Brasil, mas ajudará no suporte às autoridades japonesas”, disse.

Representando as em-presas japonesas, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa no Brasil, Aiichiro Matsunaga, também afirmou não ter pretensão de ajudar no projeto de revitalização do bairro.

Continua…(Impresso)

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