Pioneiro da imigração morre em Campo Grande

O pecuarista e bancário aposentado Toshimitsu Aratani, um dos pioneiros da imigração japonesa em Campo Grande, morreu, aos 85 anos, de causas naturais.

Ele era o sexto filho de uma família de imigrantes japoneses no Brasil, ingres-sou na vida bancária aos 19 anos, em Presidente Prudente, fez carreira, casou-se e teve quatro filhos. Transferido de São Paulo para o então Mato Grosso, Aratani construiu uma história de sucesso e incentivou os irmãos a também se mudarem para Campo Grande.

Após quase 30 anos de dedicação bancária, apo-sentou-se e dedicou-se exclusivamente à pecuária, no município de Rio Negro, e ao esporte. Durante três décadas, jogou tênis, beisebol e o gatebol de Mato Grosso do Sul. Foi uma das lideranças que batalharam pela construção da sede da Associação Campograndense de Beisebol e concretizou a realização do sonho de muitos adeptos à atividade: a criação da Federação de Beisebol e Gatebol em Mato Grosso do Sul.

Ele, aliás, teve sua trajetória contada em um livro elaborado no decorrer de um ano. Para Aratani, a saga da família do Japão ao Brasil ficaria esquecida pelo tempo e até enterrada de vez com a partida dos mais velhos. Então, decidiu publicar histórias que passarão de uma geração para a outra.

Em junho de 2014, junto com outros filhos de imigrantes, ele foi homenageado na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, em ato comemorativo pelo centenário da imigração japonesa, como reconhecimento por sua contribuição para o cresci-mento e desenvolvimento de Campo Grande.

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