Nikkei foi morta por asfixia e pais não vêm do Japão

Os pais de Patricia Mitie Koike, de 22 anos, que foi encontrada morta no carro do namorado, em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, não conseguiram deixar o Japão a tempo de vir ao Brasil para o enterro.

A mãe da jovem era contra o relacionamento e tentava convencer a filha a seguir com a família para o Japão, onde o pai dela já vivia. Recentemente, após sucessivas negativas da jovem, a mãe também mu-dou-se com o único irmão da vítima, que, de acordo com o laudo do IML, morreu por asfixia. O exame cadavérico atestou ainda a existência de lesões nas pernas, nos braços, no pescoço e na cabeça. Algumas delas não eram recentes.

Investigadores da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense suspeitam que a nikkei foi mantida em cárcere privado nos sete dias anteriores ao crime. Nesse período, a soro-cabana teria sido agredida e dopada pelo namorado, Altamiro Lopes dos Santos Neto, de 21 anos. Ele foi preso em flagrante e autuado pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. O crime foi descoberto na segunda-feira, mas o corpo da nikkei só foi liberado do Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu na manhã de ontem.

Na noite de quarta-feira, os parentes da jovem que vieram de São Paulo ainda resolviam burocracias para o traslado do corpo para Sorocaba, onde ontem foi realizado o enterro, no Cemitério Memorial Park.

Pela manhã, cerca de 450 pessoas participaram de uma homenagem à nikkei. O ato aconteceu na Escola Técnica Estadual Rubens de Faria e Souza, onde a jovem e o namorado estudaram entre 2011 e 2014. Emocionado, o tio de Patricia, Paulo Koike, que participou da homenagem, disse que espera justiça e que a luta será para que o criminoso continue preso.

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