Japoneses querem acordo comercial com o Brasil

O Japão pretende assinar um Acordo de Parceria Econômica com o Brasil e o Mercosul, de preferência passando à frente das negociações mais avançadas com a União Europeia e a Coreia do Sul.

O acordo é um dos pontos-chave no entendimento de empresários japoneses para elevar a segurança dos investimentos no Brasil e outros países da região, mas é visto com ceticismo pela parte brasileira. Isso porque, as negociações com japoneses, normalmente, demandam bastante tempo para chegar ao fim. Pelo país nipônico, está à frente das negociações o Keidanren, que já está em contato com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O Keidanren e a CNI, aliás, já negociam as bases do contrato há alguns a-nos. Um documento ela-borado pelas duas organ-zações mostra que as ex-portações para o Brasil dobraram e as importações triplicaram entre 2000 e 2014. A avaliação, contudo, é que ainda existem obstáculos a serem contornados para a assinatura de um acordo bilateral e são sugeridas algumas medi-das para melhorar a conexão dos países, como o re-conhecimento mútuo de diplomas, certificados e outras provas de qualificação profissional.

“É muito claro o interesse de investidores indus-triais e de infraestrutura do Japão, que se manifestam de maneira muito clara sobre o interesse em um a-cordo, seja o Keindaren ou empresas individuais. Temos ouvido interesse para que negociem”, resumiu o atual embaixador do Brasil no Japão, André Corrêa do Lago.

A última reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão aconteceu em Curitiba em 2017. A próxima está marcada para julho, em Tóquio.

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