Grupo japonês vende laboratório no Brasil

A Takeda, maior grupo farmacêutico japonês, quer se desfazer de um labora-tório no Brasil que comprou na época em que a economia caminhava bem. Em 2012, os japoneses adquiriram o laboratório Multilab, por R$ 500 milhões.

Propostas para a compra da empresa já estão sendo analisadas, principalmente vindas de fundos de investimento e empresas nacionais. Entretanto, com o ativo à venda, os japoneses devem recuperar só um quinto do investimento, já que fontes estimam que o negócio deverá ser de R$ 100 milhões.

Um dos problemas que reduziriam o valor do ativo é uma questão regulatória referente ao Multigrip, principal rótulo da Multilab. Além disso, a companhia estaria com lucro operacional negativo – por isso, os japoneses teriam pressa em se desfazer da fabricante o quanto antes. Caso a venda saia, a Takeda vai seguir os passos da americana Pfizer no País, que se desfez de sua fatia no laboratório nacional Teuto, por valor inferior ao originalmente investido.

A Pfizer havia comprado 40% da companhia, em 2010, por R$ 400 milhões, mas teve dificuldades de relacionamento com os sócios locais. Além disso, tomou a decisão global de sair do segmento de medicamentos genéricos.

A Takeda entrou no Brasil em 2011 ao adquirir, por US$ 14 bilhões, a operação global da suíça Nycomed, que já tinha presença relevante no Brasil e era dona de marcas como Neosaldina. A aquisição da Multilab marcou a entrada do grupo japonês em produção de medicamentos no País. O Brasil era o principal alvo da expansão da japonesa em territórios emergentes, por causa do aumento no consumo de similares e genéricos. Porém, o cenário econômico afetou o setor de medicamentos, que sofreu uma desaceleração.

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