Associação quer certificação da culinária japonesa no Brasil e busca apoio do Consulado

Diretoria da ABGJ com o cônsul Nakamae e deputado Ihoshi

Preservar as raízes da culinária japonesa no Brasil, mas sem limitar de nenhuma forma a criatividade dos chefs dos restaurantes. Esse é o intuito principal da recém-criada Associação Brasileira de Gastronomia Japonesa (ABGJ), cujo comando, empossado no último dia 15 de maio, se reuniu na última semana com o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae, em busca de apoio institucional do Japão.

A entidade sem fins lucrativos busca promover e proteger a memória cultural japonesa e tem no comando, pelos próximos quatro anos, Flávio Nakaoka. Em entrevista ao São Paulo Shimbun, ele falou da preocupação diante da grande expansão dos restaurantes de comida nipônica em todo o País.

“Detectamos a necessidade de preservar as raízes, evitando assim a descaracterização e perda da tradição da culinária japonesa. O que tem que ficar claro é que não temos a intenção de mostrar o que é certo e o que é errado na culinária nipônica, que já sofreu uma série de inovações em diversos países. O que queremos é oferecer o que há de melhor e mais moderno na gastronomia japonesa e tentar chegar mais próximo possível à técnica do preparo”, explicou Nakaoka, confirmando que uma série de cursos e serviços serão oferecidos pela Associação para “atrair os restaurantes”. “Teremos curso básico do idioma japonês para garçons, para que possam falar o nome dos pratos da forma correta, além do apoio de especialistas em faca, saquês e chá. Também teremos um curso de etiqueta com a Lumi Toyoda. A ideia é atuar junto aos restaurantes, orientando-os para que não cometam erros por falta de conhecimento e melhorando assim os serviços.”

Continua… (Impresso)

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